Vilar de Mouros sem conseguir explicar completamente porquê
tem uma considerável carga “mística”, pelo que a possibilidade de visitar essa
bela localidade Minhota afigura-se sempre interessante.
No dia 9 de Fevereiro de 2013 tive mais uma vez o prazer de
percorrer em Kayak a distância que separa a foz do rio Coura (Caminha) até
Vilar de Mouros. O percurso foi realizado no âmbito de mais uma
(des)organização do www.curteavida.com
com saída pelas 13h00 de Caminha, junto à ponte ferroviária sobre o rio Coura em
direcção a montante. Pudemos contar com a maré quase no seu pico mais alto o
que facilita sempre o andamento. O percurso na sua fase inicial corresponde ao
típico ambiente de estuário com o típico “capim” onde a típica fauna nos
observa, patos, garças e uma ou outra ave de rapina. Após a fase inicial o rio
começa a assumir um perfil mais natural para um pequeno rio Minhoto como é o
caso, largura a rondar os 8/10 metros, com forte vegetação de um verde profundo
a ladear ambas as margens, o loureiro é presença constante, aparecendo uma ou
duas zonas que poderão apresentar alguma dificuldade de transposição, quer pela
possível presença de árvores caídas ou pela necessidade de “portajar” (sair do
Kayak e percorrer a pé), em virtude da eventual escassez de água. A água é límpida,
vê-se constantemente o fundo pelo que pode-se ir observando as várias espécies
de peixe aí existentes. Ao fim de cerca de 1h30 chega-se a Vilar de Mouros, a
chegada é assinalada pela ponte em granito que garante a travessia do Coura. Em
caso de pouca água será necessário “portajar” um pequeno açude a montante da
ponte, mas neste caso foi possível continuar por cerca de mais 500 metros até
ao açude da azenha de Vilar de Mouros, onde demos por concluída a subida deste
magnifico rio (era possível continuar “portajando” o açude, que fica para uma
próxima).
Como a cada passeio corresponde sempre o momento de
“conbibio” retornamos à ponte para uma merecida paragem para café e mini no
centro de Vilar de Mouros.
O regresso foi feito com a agradável ajuda da corrente
vazante do rio pelo que o percurso terá durado metade do tempo levado na subida
e ainda com tempo de sobra para “manobras” com prática voluntária ou não de
esquimotagens bem sucedidas ou nem por isso, a chamada “banhoca” J
Em jeito de considerações finais, de notar que os kayaks
usados foram todos kayak`s de Mar K1 que se adaptam perfeitamente a este
percurso tratando-se de canoistas com um mínimo de experiência. Para “rookies”
talvez seja mais aconselhável o SOT.
A quem
resolva experimentar o percurso que recomendo vivamente, desejo bom passeio!!! J